quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ideias para evitar o desperdício de água

Um prédio em São Paulo passou a aproveitar até a água que não chega pelo cano. Reservatórios no subsolo guardam água da chuva que é usada no jardim e para lavar o chão.

Uma campanha pela economia de água que a gente mostrou aqui no Jornal Nacional há alguns dias levou muita gente a escrever pedindo outra reportagem sobre esse assunto.

A campanha da fundação SOS Mata Atlântica sugere que as pessoas façam xixi debaixo do chuveiro, na hora do banho. Mas o repórter Alan Severiano mostra, agora, outras ideias para quem acha que não vai conseguir se acostumar com esse hábito novo.

Uma reforma de R$ 5 mil e um prédio em São Paulo passou a aproveitar até a água que não chega pelo cano. Reservatórios no subsolo guardam água da chuva que é usada no jardim e para lavar o chão.

“Nós estamos economizando em média R$ 1 mil por mês”, afirmou Maria Cecilia Higuchi, síndica do prédio.

A preocupação com o uso da água transformou uma casa num laboratório para evitar o desperdício. O que começou como experiências de fundo de quintal virou uma prova de que soluções caseiras também podem fazer milagre.

Com pequenas adaptações, a conta ficou 30% mais barata. A água da calha escorre para um tambor e é usada para regar plantas. O dono inventou até vasos com um sistema de irrigação mais eficiente.

“A planta vai na terra. Embaixo, eu tenho um carpete. Esse carpete vai dentro de um tubo. Esse tubo, eu encho d’água. Então a planta só vai puxar a água que ela precisa”, explicou Edison Urbano, técnico em eletrônica.

A maior economia vem do chuveiro. O que escoa pelo ralo vai para uma caixa do lado de fora. Depois de tratada com cloro de piscina, a água é usada na descarga.

O tratamento é essencial, diz José Carlos Mierzwa, professor de engenharia da USP, para eliminar bactérias e evitar que a água reaproveitada provoque mau cheiro e manchas na louça sanitária.

“O problema é que ela tem na sua composição contaminantes, por exemplo shampoo, sabonete, creme. Isso pode trazer problemas durante o armazenamento. O ideal é tratar essa água”.

É isso que este condomínio faz em larga escala. O esgoto das casas passa por uma estação de tratamento e perde mais de 90% da sujeira. Esta água não serve para beber, mas é usada na descarga dos banheiros e no jardim. Tudo foi planejado antes da construção.

“A gente tem uma economia de 40% sobre o recurso natural e queremos chegar a 50%”, projeta Anselmo Moraes Neto, consultor de administração.

O sistema custou R$ 1,5 mil para cada proprietário. As casas têm dois medidores de consumo: um de água potável, outro de água reaproveitada. O cuidado é tanto que há até limites para o consumo.

“Não é à vontade por ser de reuso. Se você ultrapassar, tem multa. Isso para que não haja desperdício, porque hoje a água é um bem necessário”, esclareceu o aposentado Bruno de Santis.

Fonte: Jornal Nacional

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